"UM POUCO DA HISTÓRIA DA MINHA VIDA"
GUILHERME DE JESUS CAUZIN, filho de Maria do Carmo Neto e Luiz Cauzin, nascido em 06 de agosto de 1953 no sítio de propriedade de meus avôs Abraão Pinto Neto e Vitória Frangiosi Neto, 3 km da cidade de Jaborandí, São Paulo.
Aos 02 anos mudamos para a cidade de Jaborandí e aos 05 anos por problemas de briga dos pais, pulei uma janela e corri chamar um primo que era policial para resolver a pendenga, não sei o que mais aconteceu.
Aos 06 anos por brigas dos mesmos, minha mãe foi embora de casa e nos levou por volta de 2 horas da madrugada, embaixo de uma tempestade fizemos os 3 km à pé, passando por um córrego, onde as tábuas do assoalho da ponte foram levadas, muitos raios e muita chuva chegamos à casa de meus avôs.
Minha mãe nos deixou com meus avôs e foi para São Paulo para trabalhar e mandar dinheiro para meus avôs cuidarem de mim e minha irmã.
Aos 08 anos fui para a escola começar o 1º ano na E.E. ALEXANDRE DE ÁVILA BORGES, onde fiz até o 4º ano, terminando aos 12 anos
Fatos corriqueiros de uma vida no sítio: brincar no córrego e tomar corretivo da avó, matar cobra venenosa e tomar corretivo do tio, cair de goiabeira de cabeça e quase quebrar a mão; tomar corrida de touro bravo; chupar manga até a escola e voltar chupando manga até em casa, adivinha o que aconteceu; avó manda correr atrás de uma galinha, após algum tempo escutei um pio dela no brejo, corri até o poço onde ouvi o pio, abaixei para pegar a galinha e ela tinha sido pega por uma sucuri de uns 2,5 metros, corri na roça para chamar meu tio, eles voltaram e tiraram-na do córrego; após uma enchente meu tio Gustão viu longe o movimento de algo no brejo, chamou meu avô dizendo ser u jacaré e foram ver o que era, era uma sucuri de mais ou menos uns 6 metros e havia engolido um porco que meu avô tinha capado para engordar. Chamaram mais gente e num total de treze pessoas a pegaram e a levaram para o terreirão, onde ela vomitou o porco, aí a mataram e o cara que abril a barriga, colocava ovos, pois, era uma fêmea, comia e tomava pinga; Uma vez fui buscar um cavalo no pasto, montei nele e ele disparou e ao parar na porteira, passei por cima da cabeça e por sorte caí de pé, minha avó me pegou pela orelha e disse que era para vir puxando o animal.
Minha mãe por vezes nos levou para São Paulo, mas, nunca deu certo. Ao ir para roça, tinha uma melancia que estava esperando ficar boa para chupá-la, dias depois achei que estava boa, abaixei para pegar e estava enrolada nela, uma Jibóia que meu avô pegou, mandou embalsamar e colocava-a embaixo da cadeira da visita só para assustá-la. Um dia meu avô queria vender o sítio por causa do meu tio Vitor, então, eu ficava tomando conta e certa vez ele queria matar meu avô, então, acabei tomando uma corrida dele, avisei meu avô que vendeu o sítio e mudou-se para a cidade e eu tomei o destino para São Paulo.
Aos 13 anos fomos de vez para São Paulo e fomos morar na Rua Maçaranduba no Jabaquara. Lá chegando comecei a trabalhar em uma oficina de funilaria por algum tempo até 14 anos. Tentei estudar em um colégio para fazer o ginásio, mas, não deu certo.
Com 14 anos, fui trabalhar num jornal na Rua Barão de Itapetininga onde mandavam entregar documentos na cidade e como disse conhecer todo centro, ao sair na rua perguntava pra todo mundo onde ficavam os endereços e após 30 dias o chefe me disse se precisasse de algo, poderia colocar na nota fiscal de compra e na compra de um litro de álcool coloquei o valor de uma esfiha aberta, confiei e fiz. Fui demitido por isso. Achei a maior sacanagem. Serviu de exemplo pelo resto da vida.
Já com 16 anos e morando no bairro da Água RASA, Jd Anália Franco, onde trabalhei por uns 15 dias em uma fábrica de parafusos e não era serviço pra mim, saí e fui trabalhar em uma gráfica, onde trabalhei por mais de 04 anos, começando como bloquista, cortador de papel e comecei a trabalhar na máquina impressora.
Neste ínterim, fiz um curso de impressor de offset e por ter conhecimento também de corte de papel, fui contratado temporariamente pela JHONSON&JHONSON, acabando por trabalhar por 01 ano e 8 meses, saindo por não aceitar o salário que me pagavam, retornando ao serviço anterior.
Com 17 anos comecei a praticar Karatê no SESC Dr. Vila Nova por 07 meses. Fui visitar uma vez o sindicato dos gráficos e lá tinha aula de Karatê e o professor me convidou a treinar, coloquei meu kimono, entrei e participei da aula. No final fomos colocados a fazer combate, primeiro lutei com um moreno alto faixa branca e venci, depois um faixa amarela japonês, venci, aí o professor me chamou e como gostava, parti para cima e encantoei-o e dava pancada, quando recebi um chute na garganta e perdi.
Em certo dia apareceu na gráfica o mestre CARLOS RAMOS FILHO para fazer uns panfletos da academia de HAPKIDO, fui conhecer e comecei a praticar em 15/12/74.
Nesta época comecei a fazer exames para entrar na Polícia Militar do Estado de São Paulo, onde entrei para fazer o curso de Soldado em 28 de fevereiro de 1975.
Chegando a Sorocaba, mais precisamente no 7ºBPMI no 3º Pelotão, onde fiquei em sistema de internato até setembro74.
Fatos ocorridos na escola: Como praticava hapkido e mantinha parte física, me deixaram nas horas de estudo noturnos fazer exercícios à volta da unidade, inclusive outros praticantes iam a um lugar próximo da enfermaria, onde um aluno do 6º pelotão arrumava pessoas para fazermos lutas naquela grama.
Uma vez um colega me perturbou e para não ter que entrar em vias de fato, joguei uma vassoura nele, indo acertar sem querer um colega que dormia. Por volta das 2200h, esse colega se levantou, acendeu a luz para pegar um remédio, pois, estava com dor de cabeça, o plantonista foi e apagou a lâmpada, ele foi e acendeu o outro apagou ele foi e deu um soco nele. Isso tudo foi parar no Sargento de dia que começou a tomar as providências e com certeza iriam ser demitidos. Fiquei constrangido, fui ao sargento MORIS quem fazia a documentação e contei a história, ele pegou a folha que datilografava, puxou-á duma vez, rasgou na minha frente e disse: vai pra aula e aí ficou isso por isso. Foi muito bom assumir.
Durante as refeições, voluntariamente ajudava na cozinha do quartel, por isso, tinha também outras regalias, comia melhor que os outros, tinham um doce, um leite no armário e reconhecimento de superiores.
No mês de julho de 75, fiz plantão na parte de trás do btl, no período das 0200 h às 4000 hora e foi o dia mais frio daquela cidade, corria um vento que vinha dos trilhos do trem que doía nos ossos.
Uma vez, numa brincadeira estúpida, um aluno colocou uma munição no revolver, fez a roleta russa, apontou pra mim e puxou o gatilho. A vontade for dar um soco na cara dele. Saí sem falar nada.
Eram comandantes do pelotão, Ten MORAIS (expulso tempos depois por se envolver em roubos de cargas) e Sargento DINIZ (gente boa) nos encontramos no CFAP em curso do CAS.
Formado Soldado fui servir como policial no 12º BPMM na zona Sul, mais precisamente na 2º Cia na Rua 11 de Junho na Vila Clementino. Lá chegando, um 2º Sgt (ex-Guarda Civil) procurou na tropa que era motorista, ergui o dedo com os outros e este mandou verificar uma viatura ROE 752. Ao assumir a VTR disse ao sargento que tinha carta, mas, só tinha pegado em carro por quatro vezes. Ele disse, sabe dar partida, respondi, sei, então, vamos, sai à direita de vagarzinho. Aquele gesto me deu confiança e em pouco tempo já me achava um motorista. Trabalhei por uns 6 meses na RP e após uma troca, fui para o TÁTICO MÓVEL (veículo Chevrolet C14), onde passo a contar os serviços executados:
Ao assumir o serviço escalado no horário noturno, sendo o Cmt da Patrulha o Cabo EDMAR (ex- Força Pública), com aproximadamente 27 anos de polícia, meio cansado, motorista de ônibus nas folgas, mas, bom de serviço, fizemos parceria por aproximadamente 3 anos. Em 1976 praticando nas horas de folga e em 1 ano e 8 meses fui graduado à faixa preta de HAPKIDO.
Voltando na história de ter tomado um chute na garganta de um professor de Karatê, este professor entrou na academia, onde eu dava aula me reconheceu, inclusive lembrou-se do meu nome e continuei com a aula, olhei para o lado, ele foi embora sem se despedir.
Trabalhávamos com muita dedicação e qualquer viatura que recebesse uma ocorrência de risco chegava antes no apoio, isso dava segurança às viaturas pequenas, bem como, a vagabundagem sabia quando nós estávamos de serviço, depois de algum tempo no nosso serviço não havia roubos, furtos e etc, somente vagabundos de fora que não conhecia, caiam em nossas mãos.
Além de muitos flagrantes de furtos, em 1977 tivemos nosso primeiro tiroteio, como segue: Por volta das 02h00min horas, estávamos de fronte à igreja São Judas Tadeu e ouvimos pelo rádio um assalto na Padaria Amarante na Rua LUIZ GOES com a Av. Jabaquara, gastamos menos de 5 minutos para chegar ao local, onde já tinham outras viaturas, de pronto saltamos, levantei a porta da padaria, arregaçando os trincos, um funcionário gritou que eles estavam fugindo para os fundo, saltei o balcão, enquanto isso o Cabo dava volta para uma portinhola, corri de encontro aos marginais e fui recebido a balas, troquei tiros, fui ferido no dedo indicador direito por um tiro, recarreguei a arma e o vagabundo gritou que se entregava, tomando ainda um tiro na cabeça, desmaiando. Recarreguei a arma com munição dada por alguém, a mão molhada não sabia o que estava ocorrendo e virei para o outro que se entregou e no afã daquele momento atirei no peito do outro, parando a bala no cano do revolver. Momento este que outro PM que entrou depois, quis me segurar e que o bandido tinha se entregado, disse ao mesmo, quando você precisou entrar, não o fez e tomou uma pancada no peito, desferida por mim. O outro bandido que parecia morto, foi tirado debaixo do carro onde se escondeu e na outra mão, havia uma pistola 7.65 pronta para me matar. Após a ocorrência, ninguém solicitou de volta aquelas seis munições me fornecida, fato este que até hoje não compreendi. Recebido nesta PMZITO de 5º grau. Em 1978 quando da inspeção do Cel EB TORRES DE MELO, Cmt Geral da PM no 12º BPMM, fui convidado a fazer uma demonstração de HAPKIDO, juntamente com meu professor CARLOS RAMOS FILHO, Então CABO do EXÉRCITO. Além de muitas ocorrências atendidas, uma vez ao atender um chamado de furto, chegamos à casa que ficava atrás do aeroporto de Congonhas. A dona da casa disse que tinha saído de casa, apagado as luzes e não tinha nenhum parente lá dentro. Entrei com retaguarda de colegas, passei por um compartimento, nada, outro nada, outro nada, relaxamos e no último ao chegar na porta, um indivíduo virou-se pra mim, estiquei o braço para atirar, ele caiu sentado na cama do susto e era o irmão da denunciante que não sabia que ele estava em casa. Quase matei um inocente.
Em 1978 nas proximidades do DETRAN, a viatura começou a dar problemas por volta das 11h50min minutos, e para não ir direto para o btl, onde se baixasse a vtr teríamos que trabalhar à pé, decidimos ir de vagar, subindo a Av. Sena MADUREIRA e na esquina da Rua Borges Lagoa, uma vtr solitária com um cabo solicitou brevidade, atravessamos a avenida e entramos na rua mesmo na contra mão e na outra esquina havia uma casa de massa chamada MALANDRINI. Corri para os fundos da propriedade por uma garagem e entrei numa área trás de fronte a um vitraux, apoiei minha arma para dentro e dei voz de prisão para um indivíduo, o mesmo se virou pra mim e deu dois tiros e também atirei, tenho certeza de tê-lo acertado no rosto e os tiros dele só não acertaram em minha testa porque me joguei pra trás e cai em cima de um tanque. Voltei ao lado em outro vitrô na garagem e quando cheguei tinha outro policial na frente para a janela e gritei para ele sair o que fez de pronto e uma bala bateu na parede no mesmo lugar onde ele estava, atiramos para janela e voltaram pra dentro. Voltei novamente na outra janela e um dos marginais vinha com uma mulher como refém “HELENA”, segurando-a pelo cabelo com o revólver no ouvido. Aguardei ela ficar atrás de uma pilastra e atirei, ele caiu no chão e o revolver em uma lata com chantili. Ele pegou a arma e todos os cinco estouraram o vitraux lateral, três fugiram por lado e dois passaram na minha frente e na perseguição, eles tentaram pular um muro, momento em que foram alvejados, caíram juntos e ainda o que tomou o tiro junto da refém, tomou mais um tiro na boca e não morreu. Saldo: os três outros fugiram, dos dois, um ficou com o maxilar quebrado, a bala cortou as cordas vocais, a outra bala bateu na coluna ricocheteando e estrangulando um rim, o outro de dezessete anos morreu, foram socorridos ao Hosp SÃO PAULO. Na delegacia apareceu uma menina com um bebe de colo, mulher do de menor com filho. A criança ao perguntar se era filho dele, abriu os olhos e fechou, pra mim deu um arrepio. Reportagem notificou. Recebido PMZITO nesta ocorrência. A coisa que me deixou triste é que a mulher que estava de refém não se lembrou deste fato, então, sou a única testemunha.
Em patrulhamento na Av. Santa Catarina na zona sul, na esquina de um supermercado, no outro lado, também na esquina tinha um fusca taxi parado atravessado na esquina. Partimos para cima dele, dois indivíduos saltaram do carro e correram por uma rua sem asfalto e nós com a viatura atrás, após uns 70 metros eles se dividiram um para esquerda em direção à avenida e outra para uma casa. Saltei da viatura e fui atrás do que estava do meu lado. Quando o mesmo ia saltar o muro para a avenida, dei a voz de prisão dizendo se pulasse morreria. O mesmo voltou-se para mim, colocando as mãos na cabeça. O Cmt e auxiliar da patrulha pegaram o outro e a arma que eles praticaram o roubo. Chegando à viatura notei que saltei da mesma em andamento e a vtr caiu numa valinha ficando com o motor ligado e ao chegar ao taxi, seu motorista um senhor de aproximadamente 70 anos, veio me abraçou e me beijou no rosto, fato este que me deixou muito comovido, pois, segundo ele os vagabundos iriam matá-lo. Em outro dia num local longe Dalí, o mesmo senhor me viu , correu para abraçar-me e agradecer novamente.
Tivemos conhecimento de que uma quadrilha tinha muitos produtos roubados num barraco, aguardamos dar 06h00min horas e começamos a verificar o barraco, momento este em que um dos meliantes saiu do quarto para a cozinha e me visualizou pela fresta da porta. Derrubei a porta com um chute, saltei pra dentro do barraco, segurei-o pelo pescoço e saltei para dentro do quarto, lá dentro tinha mais 6 homens e 6 mulheres e foi uma correria, gritos de parem até fazê-los ver que tinha caído a casa. Foi encontrada uma grande quantidade de produtos roubados, armas, munições, capa de uma metralhadora. Após longa conversa, falaram que tinham estuprado a mulher de um soldado dias atrás, onde a mulher tinha tido bebe uns 15 dias antes. Todos eram menores de idade, afinal no outro dia estavam na rua. Algum tempo depois se ficou sabendo que todos tinham tomado destino para outro mundo.
Em atendimento de um roubo, a vítima nos disse que tal de ALEMÃO teria roubado o dinheiro da passagem do ônibus, jogado sua marmita no chão e chuta-lhe a bunda. Voltamos para a favela por volta das 5 horas da manhã e aguardamos o ALEMÃO. Eu estava encostado numa parede atrás de uma lâmpada e lá vinha o ALEMÃO, todo faceiro, momento em que se viu de fronte com meu revólver na cara e retirei o dele da barriga. O mesmo não acreditava o que estava acontecendo. Eu estava com tanta raiva daquela situação que o levei para um barranco, coloquei a arma dele na mão e a minha ia atira na barriga dele, momento em que um colega saltou sobre mim e me segurou. Brigamos até a delegacia e o marginal na época foi conduzido para o DOPS, voltando uns 15 dias após e ter assinado 45 roubos. Perguntei ao mesmo se ia continuar ali, ele cutucou o parceiro dele e disse que o PM que queria matar ele era eu e ele respondeu que ali era lugar de doido e quando saísse iria embora pra BAHIA.
Numa noite atendemos cinco roubos por dois indivíduos, um armado de faca, onde o menor de idade com a faca e o maior de 42 anos ao assaltar, mandava o menor matar, dizia fura ele. Nos cinco assaltos, não conseguiram ganhar nem pra uma passagem de ônibus, eles estavam nas proximidades do antigo baile ASA BRANCA no Jabaquara. Presos em flagrante, conduzido ao 35º DP.
Na área de trabalho tinha um moleque de uns 14 anos, que procurávamos por um longo tempo, moleque perigoso, bandidinho mesmo. Um dia o oficial do btl foi à minha casa, onde estava de férias, e disse que prenderam o RATINHO, pois sabiam que eu queria pegar o vagabundinho de qualquer jeito. M e levou até o btl para ver o menino e qual a minha surpresa e a do vagabundinho que em minha direção, disse; sou eu mesmo seu JESUS como eu era chamado, não acreditei, pois, era o garoto que todo o dia encontrava na rua, dava um tapa no pescoço dele e mandava pra casa. Bateram nele, tapas na cara, cintadas e etc e tiveram que liberá-lo. Dias após ele atirou em um tático, quase acertando um oficial comando e fugiu. Segundo informes, o P2 procurou pelo moleque e ao encontrá-lo atiraram nele, ferindo-o. Ele se apresentou em um DP dizendo que queriam matá-lo, foi socorrido para um hospital e retornou com defeitos nos braços. Passou em um boteco, onde o dono era um SD aposentado, disse-lhe que de manhã iria vir às 9 horas e comer sua filha e no outro dia as nove lá estava ele, puxou a arma o PM também e atiraram juntos. Ele certou a mão do PM e o PM na testa dele. Acabou-se o RATINHO.
Quando em policiamento pela divisa com o 1º BPMM, ouvimos uma ocorrência pelo rádio de que um indivíduo teria atirado contra uma viatura de dentro de uma revendedora de carros. No local o indivíduo encontrava-se homiziado dentro do escritório e ninguém se propunha a buscá-lo. Entrei e derrubei a porta com um chute e busquei o indivíduo no banheiro e na saída os outros pegaram o referido e passou a espancá-lo, momento este caímos fora para o nosso trabalho e depois, fomos vistoriados por um superior por motivo de que a arma do atirador havia sumido, mas, apareceu logo e o mesmo teve um pulmão perfurado. Houve IPM a respeito e ficou nisto.
Em policiamento uma ocorrência de demente, fomos para o local era um japonesinho de uns 1,50 metros, disse aos colegas, deixa pra mim e ao segurá-lo, ele saltou e agarrou minha arma, coloquei a mão por cima e sentei com ela no meio das pernas e pedi aos colegas, tire ele daqui.
Novamente uma ocorrência igual, me preveni e tirei o cinturão e revolver e entrei, era faixa preta e não tinha medo. Quando entrei na casa era um negrão de uns 2,0 metros por quatro. Meu Deus e agora. O bicho estava bravo e foi no papo até ter que dar o grito, ele amoleceu e disse que só iria se fosse ao lado do motorista que era eu, falei, está bom e fui devagarzinho até um hospital pra louco no zoológico e deixamos lá, foram avisados sobre o problema dele, falaram deixa ele aí e fomos embora, depois de uma hora foi o maior quebra no hospital.
Uma doida no final do serviço nos fundos do bairro JABAGUARA. Ao chegar lá, enquanto o Cmt da equipe pegava os dados, a doida saiu pra rua sem ninguém ver e como estava lá forra fui atrás dela. Era uma baixinha gorda, feia e eu um garotão bonito passei o braço no pescoço dela e conversando fui indo em direção ao metrô Jabaquara onde era o hospital. Quando passavam os carros e iluminavam um PM fardado abraçado numa baixinha, gorda e feia, eu tampava a cara e ao chegar no hospital liguei para o COPOM e eles me falaram onde eu estava, porque estavam me procurando. Minha nossa.
Em policiamento no Ibirapuera entrei no estádio onde estava acontecendo um jogo de BASQUETE entre a Santa Casa e Objetivo e ao chegar à quadra, um indivíduo, moleque que assistia à partida a meu ver, disse: GAMBÉ, com toda a minha razão, o peguei pelo peito com as duas mãos e levantei-o, neste momento a arquibancada toda se levantou, que situação em, abaixei o indivíduo, dei um passo pra trás e saí de mansinho, mijar na hora certa não é covardia.
Em patrulhamento nas proximidades Do metrô Vila Mariana e ao passar nas proximidades da esquina da Av. Domingos de Morais por volta das 02h00min horas, em um boteco com as portas na metade, quatro indivíduos negros ali na frente era um assalto pra mim, fui até a próxima esquina e fiz a conversão para retornar, quando uma moto 750 em alta velocidade bateu em meu Tático. O motociclista voou por cima caindo no chão, neste momento chegou uma RP, solicitei quer socorressem o indivíduo e corri no boteco, enquadrando os quatro negros e não era um assalto, era o dono e amigos fechando o bar. Solicitei aos mesmos que se precisasse deles serviria como testemunhas daquela situação, o acidentado foi socorrido e após onze dias veio a falecer. Seu pai disse que o mesmo teria saído de Higienópolis cinco minutos antes do acidente. Ele aproximadamente 3 km em cinco minutos, com aproximadamente uns 20 semáforos. Da ocorrência fui condenado a 2 anos de sursis e em segunda instância fui absolvido. É uma situação terrível sair de um fórum condenado.
Uma vez, faltou o auxiliar e trocou o comando por um cabo meio assustado que não queria sair pra rua só nós dois, forcei e fomos trabalhar. Tinha uma favela em uma descida de rua com várias curvas onde a gente desligava a viatura, descia e entrava na favela de surpresa. Neste dia fiz a mesma coisa e ao adentrar na rua, três indivíduos com casacos suspeitos de praticarem assaltos na área deram de cara com a gente, corri atrás dos mesmos tirando a arma e metendo bala sem perguntar nada, corri até uns 40 metros da favela e aí o lógico prevaleceu, parei, olhei, pensei e me retirei. O cabo quase morreu de susto.
Um dia voltando do treino para casa na Praça da Árvore, passei para comprar umas esfihas abertas, lá tinha uns caras na mesa e perguntaram quanto devia ao balconista, levantou-se e foi ao balcão, momento em que o balconista já com o saco cheio, bateu no balcão e disse se ele não ia pagar. O mesmo sem pensar deu um soco no balconista. Eu como estava do lado do individuo, conhecia o pessoal da casa, dei um passo para o lado direito e bati com a mão aberta no peito do indivíduo que caiu pra cima de umas mesas, levantou e me deu um soco no rosto, tirei a cara pegando de raspão, segurei-o com os dedos na garganta. Ele andou pra trás e escapou, aplicando novamente outro soco, novamente tirando o rosto agarrei de novo na garganta e levei-o até fora do estabelecimento, jogando-o ao chão. Entrei peguei meu kimono e revistas que estavam embaixo do braço esquerdo, momento em que o mesmo viu meu kimono disse que podia bater nele que ele ia fazer queixa minha, mas, não apanhou de verdade, porque ao lado do balcão tinha dois PMs fardados e não tomaram providências e se eu tivesse batido naquele idiota, poderia ter outras conseqüências. Em casa fiquei muito bravo porque não dei uma surra naquele folgado.
Em um dia. uma viatura do outro btl pegou um bandidinho folgado, deu umas pancadas no mesmo e ficaram com medo de soltarem o vagabundo. Pegamo-lo e levamos até o estacionamento do ZOO em SP. N o caminho íamos falando que Dalí ele não sairia mais e ao chegar ao local abrimos a porta traseira do Tático e mandamos o individua sair, que sair nada, foi tirado à força e mandado correr. Ele saiu andando rápido quando foi dado um tiro para o lado, nunca vi um vagabundo correr tanto, só escutava o mato tombando.
Após participar de campeonatos de atletismo da PM após 1978, comecei a participar de todos que havia inclusive o de Judô, onde o pessoal do COE ficavam doidos por perderem as lutas e não aceitarem, pois, diziam, o cara não treina Judô e vem aqui e ganha da gente, era bom mostrar as medalhas pra eles.
Em 1979, passei no concurso para Cabo e em outubro fui fazer o curso. Durante o curso como aluno, ministrava as aulas de defesa pessoal para o pelotão e em abril de 80 me formei e retornei ao 12º BPMM como Cabo, passando a comandar uma patrulha, agora com mais responsabilidade. Naquele tempo as patrulhas conduziam para verificação em média 70 pessoas por dia aos DPs, a minha não, conduzi-a-mos no máximo 10 pessoas, mas, eram realmente suspeitos e um comandante de Cia mandou me tirar da noite, pois, dizia este cabo está fazendo corpo mole. O gozado que no nosso serviço não havia roubos, furtos e etc, então pra que fazer esta besteira. Então, procurei o Cmt do CFAP e como ele tinha me chamado para ir pra lá, me coloquei à disposição e no outro serviço já estava lá.
No CFAP foram muitas aulas para pelotões femininos, masculinos de Sargentos a Soldados.
Serviços de bicos: Trabalhava de vez em quando no Clube do Juventus como segurança em bailes. Uma das vezes, um indivíduo brigava com os outros seguranças e ao chegar perto eles disseram: “Deixa pro Cauzin. Falei para o mesmo: quer ir até lá fora apanhando ou na boa. Ele nervoso diz que o sacanearam, abracei-o e o encaminhei pra fora sem necessidade de ter que brigar.
Eu e outro de apelido aeronáutica fomos convidados para trabalhar em um baile no bairro Jardim Santo André, perto de Sapopemba. Local freqüentado por um monte de desocupados e lá já trabalhavam uns 5, mas, a coisa não funcionava. Começamos a fazer o serviço e colocar ordem na casa e após alguns dias o meu amigo me deixou sozinho e aí tinha que mostrar a força. Uma vez um indivíduo parado no meio da pista, saiu outro da lateral em direção do mesmo com o punho serrado para bater no outro e do outro lado outro veio na mesma postura. Fui em direção e na hora que ele socou, fiz a defesa e travei-o, fazendo o mesmo com o outro e tirei os dois com uma gravata em cada e aí o povo viu aquilo e passou a respeitar.
Em outra ocasião um cara estava me marcando e perguntei ao mesmo qual o problema ele veio pra cima e tive que dar uma gravata no mesmo e com muito esforço coloquei-o para fora e em outra vez, de novo tive que mostrar pra ele o que tinha na cintura, ele foi embora e uns quinze dias depois a ROTA o matou.
Em 1981 e 1982, nasceram CHARLES e FRED.
Em 1982 inaugurei as aulas na ADPM-SP, onde foram formados vários faixas pretas, além, das aulas que tinha na minha academia na Água Rasa, onde também saíram vários faixas pretas. Neste ano fui promovido à 2º Dan em um exame com duração de 3,05 horas.
Em 1982 ainda, passei minha parte da academia ao meu professor que em pouco tempo acabou por abandonar a mesma por problemas particulares referentes ao hapkido. Como não tinha mais quem me ensinar, procurei o Mestre Park e comecei a treinar de 15 em 15 dias, pagando uma taxa que respondia a mais de duas mensalidades por aula. Fui até o 4º Dan. Para ter condições de treinar, ajuntei todos os faixas pretas que havia e treinávamos juntos e quando de repente o mestre foi preso por sete anos por envolver-se com a máfia Coreana para cobrar quem não pagava suas dívidas de produtos que compravam e segundo uma armação foi preso por extorsão. Neste intervalo, criamos a Federação Paulista de HAPKIDO que devido à irresponsabilidade de Ranulfo, passou-a para o Song que nunca fez nada pelo hapkido, inclusive está inoperante. Criamos a Liga de Hapkido, igualmente por motivos de engrandecimento do egoísmo do SERENO, veio a ficar também inoperante. E por muito tempo ficamos sem qualquer mestre, onde Eu e o Marcílio continuamos fiéis ao HAPKIDO TRADICIONAL. Enquanto os outros partiram para o lado de tal de HOJE MO SUN, com um hapkido circular. Mestre Park voltou e começou a vender diplomas de DANS, SONG hoje é 9º Dan, outro monte de pessoas 4, 5, 6, 7 e 8º dans, uma vergonha pra gente que DOMINA de verdade o HAPKIDO.
Em 1983 passei no concurso para Sargento em 11º colocado após fazer duas vezes e não conseguir média. Estudei muito e consegui. Comandante do pelotão Tenente DAVID e Auxiliar Sargento Diniz por coincidência. Durante o curso no CFAP, dava as aulas de defesa pessoal para meu pelotão. Terminei o curso me classificando em 29º colocado de 550 alunos.
Durante o curso de sargentos, fizemos a segurança do Papa João Paulo Segundo quando veio ao Brasil. Primeiro fomos à Av Tiradentes e às 6 horas da manhã num frio tremendo, estávamos com camisa de manga, passamos um frio danado. No outro dia, fomos para Aparecida do Norte e para não passar frio, coloquei blusas, duas calças, gorro, luvas, tudo bem até as 9 horas, aí saiu o sol, um calor danado, meu Deus como suei. Para fazer necessidades fisiológicas tinha que abaixar as calças, o local era um buraco no chão rodeado por lona. Que situação.
Todos os anos servindo no CEFAP participávamos na segurança da corrida da São Silvestre na passagem de ano.
Continuei dando aulas no CFAP, mas, agora pertencia à escola de Sargentos, onde era auxiliar de pelotão e comandante por vezes.
Durante um levante dos presos do Carandiru, dias antes da entrada e morte dos 111 presos, trabalhei na muralha, onde os presos xingavam os policiais, uma dessas, o ROBIATI colocou o fuzil apontado para os presos que estavam sentados à janela e armou o mesmo, eles caíram pra dentro, foi uma gozação.
Durante os cursos, acompanhávamos os alunos em policiamento na cidade de São Paulo em várias regiões. Uma delas foi à região norte, ao lado do Carandiru, onde não havia quem nos recebesse e tivemos que fazer tudo sozinhos. No final do serviço fui dispensando a tropa nas proximidades do presídio, um tenente da Cia ao lado quis me interpelar, irritado mandei todo mundo ir se danar e fui embora, dias depois chegou uma parte me comunicando que não havia cumprido ordem dele e aquilo rendeu dois dias de detenção pra mim, mas, disse tudo que podia dizer a respeito, escalado errado e etc, não engoli o sapo. E por isso, perdi a primeira promoção à frente, tudo bem.
Em 1987 fui promovido à 2º Sargento e por motivos de ser obrigado a me dirigir para OSASCO para dar aulas, causando problemas para mim e família, solicitei transferência tempestiva para o 3º Batalhão de Polícia Florestal e ao me apresentar ao Capitão MELE me perguntou o que queria ali, disse-lhe que queria descansar trabalhando na defesa do meio ambiente e queria ir para Itanhaém, onde trabalhei por sete meses, sendo o período mais difícil da minha vida, onde havia um tenente, envolvido com palmiteiros e não teve outra opção que não denunciá-lo, mas, a denúncia caiu na mão do chefe que também era evolvido. Fato: Cmt do pelotão entrou de férias e eu assumi o comando e sabendo que palmiteiros estariam cortando palmito em uma fazenda em Itanhaém, com carros da prefeitura local fomos para o local, aprendemos 3300 palmitos, palmiteiros e os mesmos disseram que já estavam acertados com o comandante. Após a denúncia fui recolhido ao btl e por lá fiquei alguns meses, onde recebia várias propostas de transferência o que não aceitava enquanto tudo não ficasse esclarecido. Um dia o Cmt saiu de férias e um capitão tornou a fazer o convite, então, disse, me manda para Miracatú que fica mais perto de casa, naquele momento peguei o ofício e fui embora para Registro. Apresentei-me ao então Capitão ANTONIO SÉRGIO MOREIRA, neste momento tocou o telefone e ele respondeu: sou capitão e ele sargento, não tenho problemas algum e desligou, olhou pra mim e disse: estão ligando para me informar a seu respeito e me disse, quero você aqui comigo, Miracatú tem igual ao de Itanhaém, então, passei a comandar o pelotão de Registro com 46 homens. Era muito difícil, muita gente envolvida com corrupção e aí teve o começo da caça aos ladrões, depois de 8 anos, 25 tinham ido embora 9 expulsos, pediram transferência, demitidos e baixas) e ficado somente os melhores. Foram muitos fatos ocorridos neste período: Em 1989 quando comecei o serviço, o rio Ribeira de Iguape estava quase seco, havia muita denúncia de desmatamentos, retiradas ilegais de palmitos, retiradas ilegais de madeiras e foi muito trabalho conciliar os policiais na fiscalização, tinha que sair sempre junto para ver o que faziam procurar crimes ambientais e possíveis envolvimentos com os infratores e ao começar a autuar e processar muitos ia denunciando os corruptos que iam abandonando o barco.
Em 1992 iniciei com aulas de HAPKIDO em Registro, primeiro dando aulas em um salão emprestado, após na Cia da Pol Florestal, depois na minha casa, No Cecap, No Quartel e por fim no meu sítio. Neste período foram graduados à faixas pretas muitos alunos, entre eles o Charles e o Fred
FISCALIZAÇÕES: Numa fiscalização em uma serraria no bairro Guapiruvu (nome de uma árvore) em Sete Barras, descobri uma estrada que dava no cume de um morro com muita retirada de madeiras. Motoristas com caminhões Ford, sem pára-lamas, freios e cabine, desciam aquele moro carregados de madeiras, uma loucura. Uma vez esta mesma serraria tinha um trator de esteira que quebrou e escorregou morro a baixo e ao iniciar a descida, parou em uma arvorezinha de 3 cm, não caindo. Muitas vezes tivemos que buscar tratores para tirar nossa viatura de atoleiros. Numa fiscalização de rio, subimos o rio Ribeira, rio Juquiá e rio Ipiranga e na ponte da estrada que sai de Sete Barras à Juquiá, surpreendemos um caçador com uma capivarinha recém nascida presa em uma gaiola, não tinha como fazer, levei-a para a sede do pelotão e por meses dei leite a mesma em um saquinho, porque não conseguia pegar bico de mamadeira, depois pegava capim nobre, retirava a parte exterior e dava só o brotinho para ela, para fazer coco, tinha que colocá-la em uma bacia com água e na hora de dormir tinha que colocá-la junto na cama. Um ano após encaminhá-la para o bosque da Serrana fui ver como ela estava e por coincidência ela me reconheceu e se encostou para mamar no dedo que dava quando era pequena. Após muitas multas contra infratores e processos a área foi ficando segura e o meio ambiente melhor. Em 1991, determinei fiscalização nos portos de areia de Registro, Sete Barras e Eldorado e determinando aos donos que fizessem a recomposição das margens e em 1992 como não atenderam, determinei autuações e abertura de inquéritos nas delegacias e como não atenderam o objetivo, começou-se de novo as autuações com processos por não cumprirem com os embargos, aí teve que procurar órgão do meio ambiente e se adequarem às normas, hoje em 2014 a margem do rio Ribeira está reflorestada, somente não há registro de que fui eu o responsável pela melhoria do rio. Em 1997 chegou um novo comandante e não foi possível trabalhar tranquilamente com a mesmo, pessoa arrogante e trabalhava da maneira errada, tinha serviços fora da PM que eram irregulares, atendia os policiais que não eram tão sérios e aí comecei a ter problemas de como tratar com este novo comando. Deixe de cumprir ordens que achava absurdas e fui punido. Fui transferido para Jacupiranga onde trabalhei por um ano. Lá tive problemas também com policiais não corretos e tive que fiscalizar com reembargos, denúncias contra alguns que foram demitidos. Fiscalização em conjunto com guarda-parque no Parque Estadual de Jacupiranga que ficava em Cajati e Barra do Turvo, onde conseguimos melhorar o parque. Após a punição injusta solicitei transferência para o 14º BPMI, onde fui recebido com muito profissionalismo e escalado para trabalhar na Cia de Registro com o Atual Cel Sérgio Takao Murayama quem me recebeu e aceitou meus pedidos de reconsideração de punições sofrida irregularmente e acabei por cancelá-las e ser promovido a Sub Tenente em 15dez2001 e em 28fev2002 passei para a reserva como 2º tenente.
Durante estes anos no batalhão de policiamento fiz os seguintes serviços: Flagrante de furto nas proximidades do Super Mercado Magnânimo da Pedreira, onde os dois indivíduos por discordarem de ter colocado um deles no erro, queria matá-lo e após apresentá-los no DP e lavra o flagrante foram colocados para a cela e algumas horas após, ouviu-se um tiro na cela, era um dos dois presos que havia pegado a arma do Delegado na gaveta e tentava se livrar do outro que queria matá-lo;
Quando em ronda na Vila Nova um bando de menores fugiu e em perseguição a pé, entra e saí de becos, o mesmo pulou uma cerca e entrou em um chiqueiro Eu estava com o joelho inchado, quase não dava pra correr, mesmo assim consegui apreender o menor. Eles haviam praticado furto nas redondezas. Alem disto foram muitos serviços no controle, escalas na administração da Cia. Por um bom tempo acumulei o serviço como administrador do nosso plano de saúde APAS VALE do RIBEIRA. Após afastar-me das atividades militares, adquiri um terreno com 75.000 metros quadrados e fiz dele minha residência, onde foi feito o sítio e tenho vacas com bezerros, ovelha, galinhas, galinha d’angola, gansos, tatus, lagartos, cobras. Construí um salão, onde coloquei a academia e onde dou aulas de HAPKIDO para um grupo aproximado de 20 alunos, hoje Charles sé 6º Dan, o Fred parou e eu 8º Dan. Não cobro mensalidade, somente por dedicação ao treinamento da arte. Em 2007 nasceram GABRILLE E GUILHERME, agora correria pra levar pra escola, natação e etc. Fiz nas árvores balanços, escorregador, área para os dois e aos vizinhos brincarem. Tem dia que vê sete deles em cima da goiabeira. Ontem a esposa filmou a nossa cachorra abrindo os trincos do portão e correr para os fundos do quintal atrás das crianças.
Em 22 de dezembro de 2020, fui infectado pelo CORONAVIRUS 19, passei 40 horas internado com mais de 75% dos pulmões tomados e hoje em 03 de maio de 2021, estou totalmente recuperado. Com certeza o que me fez recuperar e sair do hospital, foram as respirações que aprendi no HAPKIDO.
“ESTA É UM POUCO DA HISTÓRIA DA MINHA VIDA”